B de Bandeira

Num ardente esforço o oceano deu origem a um povo. Entre colinas verdes esse povo tem conseguido sobreviver para preservar suas paisagens, seus tesouros, suas aventuras, seus amigos, sua historia e sua identidade. O povo nunca esteve sozinho; sempre acompanhou os caribenhos e latino-americanos. Acontece que na América os povos têm lutado com frequência e aqueles que quiseram ter mais território oprimiram e apagaram muitas culturas. A arrogância desses povos não lhes permitia entender a importância da diversidade. Algumas lutas têm sido tão longas que os povos têm precisado de herdeiros e herdeiras especiais, imortais, que os defendam. Esse foi meu caso.

Em 1895, o povo que eu engendrei, confiou para um nativo o trabalho de prolongar a identidade patriótica num vestido indestrutível. Só os nativos, responsáveis pelo tecido, iam saber o jeito de destruí-lo. O guardariam com ciúme para que não fosse roubado ou virado.  O traje teria poderes mágicos. A cor branca sempre os estimularia a lutar pela paz de sua terra. Se alguém morresse na defesa, seu sangue vermelho ganharia um espaço no vestido. Ali o povo teria que trabalhar forte para garantir que as outras cores não ficassem apagadas. O vestido também tinha pedaços de cor azul. Estes seriam vitais porque fariam que o povo lembrasse da liberdade, a igualdade e a fraternidade. Sempre que tivesse azul o povo estaria seguro. Se perdiam o azul ou branco, ficariam vulneráveis à forças estrangeiras que quisessem destruir seu tesouro. O tecedor demorou dois anos em terminar o tão ansiado traje e a peça foi revelada no povoado de Yauco.

Em 1898, enquanto subsistia a colonização, o povo ganhou um novo invasor, diferente e talvez mais poderoso do que o anterior. O invasor foi muito sagaz com seu esplendor e seu charme. Ele, membro também da América, não quis conviver em sana camaradem com seus vizinhos. Achava que era tão grande e poderoso que podia controlar tudo, roubar tudo, incluindo o vestido do povo que oprimia. A invasão foi súbita. Apressaram em calabouços habitantes e consciências que lembravam da invasão.  No ano 1950, no povoado de Guánica o povo tentou-se defender com o vestido. Foram muitos os que acudiram na defesa dele, mas o vestido ficou todo sanguentado com a vida daqueles. Isto fez diminuir o azul e o branco no tecido. Como os invasores tinham  reprimido a memoria histórica, quase até sufocá-la, os nativos e nativas começaram a esquecer a magia do texido. Esqueceram do trabalho que podiam fazer, esqueceram como limpá-lo e deixar expor as outras cores. Porém, nem tudo estava perdido.

Os habitantes que ainda lembravam a mágica do tecido tiveram uma grande ideia. Acharam que podiam reparar o vestido e adicionar-lhe tela. Não tirariam o vermelho. Essa cor lembrava-lhes dos bravos combatentes, lutadores e lutadoras. Decidiram construir a esperança, adicionar-lhes pedaços brancos. O intruso continuou a avançar mas o vestido continuava dando força e, quanto mais pessoas se arroupavam com ele, mais força recebiam.

O tecido foi um pouco esmagado em 1937 numa massacre em Ponce. Uma nativa não deixou que o tecido tocasse o chão. Esse era o segredo da força e sempre aparecia quem o levasse posto. Num ponto, em 1948, um estudante o levou para a universidade e foi assassinado por um inimigo que gostava de atacar consciências livres como aquela. No pensamento de muitos, nunca faltaria a branca esperança na luta. A consciência podia ser manchada de vermelho mas nunca ser presa nas masmorras. Isso acreditavam os imortais frutos do meu seio. Em Jayuya, outro imortal desafiou ao invasor chamando de República à Ilha. Elevou para o céu a sagrada e potente peça. Nesse momento império atacou o pedaço sagrado. Os imperialistas não sabiam o que fazer com ele; não conheciam os segredos do vestido. Eles tentaram persuadir as mentes dos habitantes para tirar a energia que o vestido proporcionava.

Uma simples mudança e o caráter da Ilha diminuiria para sempre. Esse vestido tinha sido capaz de defendê-los. O inimigo achava que ao mudá-lo tornaria a história à sua vantagem e conseguiu. Teceram uma história diferente da heroica. As listras vermelhas já não representavam a liberdade que imortalizava aqueles que defenderam o país. Invadindo a memória e as lembranças de luta, o inimigo se tornaria mais forte. Tanta foi a tortura e os danos, causados que conquistaram seu objetivo. A identidade que o povo tinha perdeu seu verdadeiro caráter. Ao mudar os significados das cores a população ficou numa espécie de limbo.

Os imortais continuaram educando e construindo o caminho da reconstrução da memória. Em 1954, uma nativa pisou o solo dos inimigos e em nome do vestido gritou muitas verdades ao mundo. Em 1977, outro patriota levou a peça até a Estátua da Liberdade em Nova Iorque. Era essa a terra que impedia a liberdade e autodeterminação de muitos povos. Embora em 1995 o pedaço azul foi mudado novamente, de azul escuro para outro azul, jamais lograria representar o céu limpo que lhe deu origem.

Como deveria ser confiado aos herdeiros e herdeiras da terra, esse vestido, o original, sempre os defenderia. Também defenderia aos milhares e milhões de irmãos e irmãs que acreditaram em seus valores. Ainda que ninguém conheça esta historia, eu guardei ela para todas as consciências que acreditem na sua liberação. Na minha caixa de tesouros guardo o doente conto da nossa colonização. Eu me chamo Porto Rico, ilha em luta desde sempre e esta foi a história de nossa bandeira, essa que deveria ondear livre e soberana.

A de Adjuntas

Há  vários séculos, no povoado de Adjuntas na cordilheira central de Porto Rico, aconteceu um milagre. Olhe bem para o sudeste, nas montanas, vai se dar conta do que eu digo. Verá na cima duma delas a forma dum homem deitado com a cara para o céu.

Conta a lenda que num tempo remotíssimo existiu, como único habitante de toda a região, um gigante. Sua cabeça saía facilmente nas cumes mais altas e seus braços, quando ele dormia, arroupavam todo o diâmetro da planície. As tribos faziam grandes esforços para expulsá-lo e aproveitar as terras férteis tão inutilmente procuradas pelos mais bravos chefes. Um dia, um feiticeiro conjugando feitiços, viu sobre o cristal da fonte onde apareciam as visões, a evocação do gigante completamente adormecido. Este consultou seus sinais e ficou convencido de que podiam matar o gigante se atingissem seu olho direito com uma seta envenenada.

 Ele correu imediatamente para o topo da colina mais próxima e desde lá disparou sua flecha na direção indicada. O gigante teve uma convulsão, se levantou e deu um soco que deixou um buraco na encosta. Dalí imediatamente saiu uma torrente de água doce e espumosa. Ele gritou e caiu na mesma posição que estava antes e nunca mais se levantou. Ninguém moveu o corpo por temor de acordá-lo do que eles acreditavam ser um encantamento. Ao longo dos séculos congelou-se formando o que hoje é conhecido como A montanha do gigante. O fluxo de água, chamado de Borbotão de Dona Pilar, é a grande e importante corrente que abastece os  moradores pobres do bairro Salsipuedes.

Esta lenda produz o apelido de Adjuntas: Povoado do gigante dormido. Hoje é um conto de orgulho de sua gente, que não  fraqueja frente a gigantes modernos. Gigante é o povo que, ao ver-se ameaçado pela prática mineira, aos céus abertos, se negou, se organizou e combateu. Gigante é o povo que convoca aos outros povoados para lutar em contra de violações ambientais tão impactantes como o gasoduto. Adjunta é um povoado gigante e de adormecido não tem nem um só cabelo.

¿Con qué se come la Horizontalidad?

Actualmente practico mi activismo y militancia política en La Nueva Escuela. Se trata de un colectivo, cuya estructura es autodiagnosticada como horizontal.

Resulta que me encanta cuestionarme los valores que epitetamos y aceptamos como dados, como obvios al entendimiento. La sábana nos arropa un poco de crítica por aquí y otro poquito por allá. Así que en animos de mantener el cuestionamiento a la realidad corriendo, traigo una propuesta: Cuestionemos lo que entendemos por Horizontalidad.

La raiz de esta inquietud deviene de nuestra reciente participación en múltiples instancias a las que nos integramos y en las que colaboraboramos. ¿Con qué se come la horizontalidad?

El diagnóstico del cirujano general (Wikipedia) apunta a que se trata de una forma de trabajo en la que l@s miembr@s de un grupo de trabajo, instancia o institución participan y asumen una voz equitativa con el resto del grupo. Cuando la horizontalidad comienza a rodar su función tod@s l@s presentes sienten un breve corrientazo. Much@s lo expresan de múltiples maneras, pero el resultado se siente en el momento en que intervienen como sujet@s históricos dispuest@s a asumir la voz que en otros espacios les es negada. Por esa voz entiendo la comunicación verbal, no verbal o la asistencia a actividades convocadas. Por esos otros espacios me refiero a organizaciones o instituciones con estructuras jerárquicas, representativas, autocráticas, timocráticas, en fin, poco participativas. En conclusión si se celebra una reunión o actividad hay horizontalidad cuando quienes asisten asumen su voz, participan y permiten que otr@s asuman la suya.

No obstante, en este escenario tambíen ocurren problemas técnicos. De momento hay quienes hablan más que otr@s, quienes coartan el que otros hablen, quienes asumen responsabilidades y quienes no, quienes asumen cuotas de poder legitimadas colectivamente según se adora el conocimiento que dich@s miembr@s poseen y por ende la autoridad, quienes persisten asistiendo y a quienes vemos menos cada vez, quienes padecen de reunionitis y sólo se les convoca a tareas específicas o actividades coyunturales, quienes asumen la planificación estratégica y quienes esperan por el plan, quienes redactan el boletin y quienes simplemente lo pasquinan, quienes nos representan en otros espacios eternamente, quienes están bien activaos(ás) y a quienes si no se les llama ni al caso, quienes apoyan la realización de actividades, se comprometen y después no están, quienes asumen diversos niveles de compromiso y quienes asumen todos esos niveles en múltiples organizaciones.

La cereza en la Piña Colada político-organizativa es que de momento nos vienen mil cuestionamientos: ¿qué hacemos con tanta vaina?, ¿cómo allegamos a más gente?, ¿cómo reforzamos el compromiso?, ¿cómo dividirnos mejor el trabajo?, ¿cómo le pasamos la mano a quien no cumplió pero no queremos que se vaya? (después de todo esto es voluntario), ¿cómo creamos sentido de pertenencia?, ¿cómo rompemos el control que algun@s asumen?, ¿cómo planificamos colectivamente?, ¿cómo autoobservarnos y autocriticarnos? y un largo etcétera de intenciones y posibles marcos de acción.

¿Y qué propongo entonces? Vamo’ allá. Creo que esta vaina hay que manejarla mejor. Me refiero a colectiva, participativa, activa, crítica, equitativa y horizontalmente. Pero cuando traigo la horizontalidad hablo de que trascienda el espacio de nuestras reuniones y que prácticamente logré materializarse en la división de tareas de forma equitativa. No podemos asumir compromisos sin saber qué rol tendrá cada quien. Cada quien, en aras del compromiso, de motivar a más personas, de descentralizar las tareas, de crear sentido de pertenencia, de planificar horizontalmente, y otro largo etcétera, debe asumir tareas. Algun@s tendrán destrezas más desarrolladas, otr@s conocimientos que permitarán mayor agilidad, otr@s mejor capacidad para representarnos y otr@s mejor orientación estratégica y táctica.

No obstante si automáticamente respondemos al conociemiento avanzado al repartir tareas, much@s perderemos la oportunidad de forjarnos en la práctica, y los mism@s de siempre harán lo que colectivamente se consensa les toca. Además que partiríamos de la premisa de que el conocimiento es acabado y especializado, a lo fábrica en la que nos desprogramamos si salismos de las zonas de comodidad. ¿No abogamos nosotr@s por cuestionar y transformar la cotidianidad?

A ningun@ de nosotros nos toca otra cosa que no sea luchar si así lo creemos, y hacer que cada vez seamos más quienes asumamos esa voz y particpación en nuestra realidad social. Pero si no nos cuestionamos el cómo de la praxis y sólo apuntamos a que los reclamos que tenemos lleguen y veamos algunos resultados entonces no nos distanciaremos, realmente, de aquellos otros espacios en los que un@s mandan y otr@s siguen, un@s leen y otr@s escuchan, un@s hacen y otr@s disfrutan, un@s madrugan y otros marmotean, un@s están bien activaos(ás) pero a la larga se quedan sol@s.

Una invitación: Comamos horizontalidad pero no nos indigestemos en la práctica. Si apestamos luego repelemos gente.

Un dulce freiriano: “Nadie libera a nadie y nadie se libera solo [a]”

Bienvenidos los intercambios sobre ésto.

Mi noción de Ciudadanía

Del recorrido que hiciera Raúl Leis (2010) a través de las diversas formas de ciudadanía, haría mía aquella que es transformadora. En mi trabajo y en mi vida apuesto a una noción de ciudanía que articula un pensar, un decir y un hacer. Las y los ciudadanos tienen el potencial para desarrollarse continuamente y comprometerse con su vida, su contexto y su capacidad de transformarlo en tanto piense, participe y actúe.

   Aquellos y aquellas que piensen y digan, pero no actúen sólo promueven una ciudadanía pasiva y formal. En ella sólo son evidencian la realidad desde las gradas sin asumir su capacidad de intervención. Razonan y opinan sobre el favorecimiento de los mundos que se les presentan pero no trabajan la creación de alter mundos desde su herramientas racionales, emotivas, éticas.

    Aquellos y aquellas que  asuman una ciudanía en la que se diga y se haga, pero no se piense críticamente sólo asumirían una especie de ciudadanía mecánica y asistida. Vestidos y vestidas de esta noción las y los seres humanos sólo promocionarán y trabajarán por el desarrollo funcional de lo inmediato. Trabajarán ejecutando y poniendo parches públicos a lo que les es impuesto como civiles sin deconstruirlo críticamente o generando planes de acción sin una visión a largo plazo.

   Por otro lado quienes piensen y hagan, pero no digan, comuniquen o construyan más herramientas a través del diálogo promoverán sólo su desarrollo individual evitando así la transformación social de forma colectiva. Esto nos llevaría a promover ciudadanías marginales en las que pretendamos representar a personas que aún no han reconocido el poder al que se deben y que poseen. Reproduciríamos el orden social de imposición vigente.

   Estas consideraciones me llevan a incorporar como ciudadana y educadora popular una noción de trabajo sustentada en el reconocimiento de las  comunidades, los y las seres que acompaño como entes transformadores capaces de forjarse una voz, una acción y una reflexión de su propio devenir, actualidad y desarrollo.

   En Puerto Rico, siéndonos impuesta una ciudadanía extranjera (estadounidense) que nos identifica en el mundo sin una estima propia, apuesto por continuar estimulando un proceso de apoderamiento y participación para forjarnos un sentir nacional y una identidad cultural que sirva de resistencia a las imposiciones coloniales, y globales, y la creación de otro Puerto Rico en el que sus habitantes forjen una noción de ciudadanía propia, que orqueste los intereses de las bases, que se polarice ante los procesos de exclusión y marginación  múltiples y que se solidarice con otras ciudanías que promuevan la emancipación y transformación en el Caribe, América Latina y el mundo.

Quesitos, chocolate y el Rito Fúnebre

Siento no poder evitarlo. Es una profunda irreverencia ante los actos fúnebres. Se enaltece toda vez que decido personificarme coloridamente en un espacio es que los ojos fúnebres me acechan halándome a donde se supone me lleve el dolor. En medio de una muerte, algo en mi nace. Paro cuestionamientos y preguntas sobre la vida de él o la silenciado, casi siempre obtengo respuestas que han logrado mitificarse ante la culpa, el perdón, el amor o la heroicidad subjetivas.

No todo lo veo tan estoicamente, admito que esta postura se tranforma en mi garganta y, sólo discretamente, logra transformarse en una lagrima furtiva. Y lloro no por la pérdida de quien ha sido traspolado a los cielos, al menos eso acreditan las subjetividades, sino por el dolor de quienes me rodean y la forma en que se afligen. Recurro, como mecanismo de defensa, a  la existencia,  para afirmar que es ella quien sobrevuela los propios límites de la muerte. Antes de nacer, ya existía en las espectativas y especulaciones de mi familia y de la sociedad, luego de que acarree de forma irreversible la incapacidad orgánica de sostenerme, seguiré existiendo en las proyecciones de mundo y/o en las cuentas a reinvindicar la sociedad que me proceda.

Asistí recientemente a un funeral. La foto del difunto en blanco y negro no hacía más que recordamente lo colorido que vivía en muchos discursos. Los y las seres se perciben unos a otros como talleres o espacios de trabajo a los cuales se acude con diversos intereses. Es como si nuestra vida fuera una página en blanco colectiva de la que sólo se utiliza un pedazo o el retazo completo. En ella se inscriben el acercamiento o despegue de otros y otras, la subordinación de muchos incluyendo la nuestra, nuestras visiones de mundo y las herramientas utilizadas. Además de la introducción, desarollo y conclusión, de ella se evalúa el diseño, la organización, la presentación; coherencia, precisión, la difusión, las aportaciones…y una larga serie de puntos suspensivos que usualmente se evaluan cuando el proyecto se percibe finalizado.

Es el final quien siempre nos recuerda la transitoriedad de las cosas cómo si en algún momento la perdiéramos de perspectiva.  Necesitamos un rito fúnebre que nos enseñe como reverenciar la vida, cómo prepararnos para la pérdida y una religión que nos ilumine en cuanto a las posibles aventuras y peripecias inconclusas del  alma.  Necesitamos también portar un silencio, más profundo que el del propio difunto que nos paralice, no se si en solidaridad, que rememore un espacio de vida al que entendemos ya no estaremos adscritos. Y prosiguen el luto, el reguardo, lo negro y lo abstracto, todo lo que se sufre ante una vida no cuestionada.
La vida es un castillo de Legos, los armamos en la niñez con impactante asombro, nos lo desarman muchas veces cuando otros no le ven utilidad, le armamos nuevas cámaras cuando insistimos en sobrevivir, lo desarma la misma vida cuando nos toca morir. ¿Cuántas posibilidades tiene esta experiencia que llamamos vida? Todas cuantas constuyamos. ¿Cuál es nuestra capacidad de construir? Exactamente la misma se deconstruir lo dado, lo natural.

Al observar estos espacios fúnebres observo cuánto reflejan de nuestra cultura. El luto no es igual según el miembro de la familia, como tampoco lo son de iguales o equitativas las visiones sobre el rol que cada uno o una ocupan. En nuestra cultura  la muerte es el medio para vivir una mejor vida, una vida de placeres sin quehaceres disfrutada sólo en los cielos y no en la tierra. Las reflexiones sobre la muerte en una sociedad capitalista no necesariamente vas mas allá de tomar aquellas decisones respecto a ¿quién corre con el entierro? ¿hay espacio en él cementerio nacional o municipal para otro atúd? ¿dedicamos una placa, será representativo el mensaje? ¿ponemos una bandera, cuál bandera? ¿serán las flores plásticas o nos aseguraremos de visitar semanalmente poner nuevas? ¿cremamos al muerto? ¿qué implicaciones tendrá para su alma comenzar a quemarlo sin haber llegado al Juicio Final?. El aspecto emotivo del dolor y temor a la muerte no se colectiviza tanto, se relega al Rito Funerario.

Orfeo renegó del proceso de vida: quiso rescatar a Eurídice de la muerte, y le costó perderla aún ya muerta. Antígona se fue simple: enterrar a su hermano como fuere, y le costó la vida. Al director de Star Trek lo acercaron lo más posible al cielo: le hicieron un entierro espacial, y le costo una millonada. En Puerto Rico, como dijo mi amiga Kari, respecto a la muerte de un político: se les entierra con todo y esperanza llenando su maleta de todas aquellas ansias, y nos cuesta nuestro destino. No percibimos cuánto nos despojamos de todas las herramientas que necesitamos en tierra y cuantas de ellas no se construyen con la  fe en un reino celestial sobrepoblado, sino que hay que fraguarlas para que nuestra existencia no se mitifique ni siquiera para nosotros mismos y adquiramos conciencia respecto tan siquiera de la vida que llevamos.
Deleite mortal: Zamba para Morir, Mercedes Sosa Ir al Video en You Tube