Waste Land

Waste Land é um documentário dirigido por Lucy Walker lançado em 2010. A peça, produzida por Angus Aynsley e Hank Levine, recolhe as experiências em um dos locais de menor consciência que se tem no mundo; os aterros. Para expor ao mundo essas histórias, o artista e colecionador dessas experiências, Vyk Muniz decidiu se insertar no aterro principal de Rio de Janeiro, melhor conhecido como Jardim Gramacho. Sua missão era visitar e trabalhar numa coleção de fotografias criadas a partir de materiais encontrados lá. A surpresa foi encontrar uma comunidade de pessoas que trabalhavam e moravam naquele espaço.

  O documentário de renome internacional expõe a situação dramática da comunidade de catadores (as) de lixo. O trabalho deles consiste de escolher do lixo aqueles materiais recicláveis que possam  vender; papelão, vidro, plásticos, madeira, livros, etc. Em suas próprias vozes, falam dos cenários terríveis que se deparam diariamente, particularmente no momentos em que as favelas estão em guerra e se topam com cadáveres dessas guerras. O artista relata as histórias pessoais de pelo menos 6 catadores (as). Esses personagens são fotografados pelo artista aos fins de construir peças de arte baseadas nas fotografias. A técnica consiste em projetar a fotografia sobre um tecido branco e gigante. A projeção é a guia que utilizam artistas e catadores para decorar os contornos com diferentes tipos de lixo e sujeira. A reação deles ao ver o produto final faz que valga a pena cada fio de cabelo que se para.

 

 Acho que o trabalho do artista reflete a inexistência de limites quando de arte se trata e o potencial que tem para transformar a realidade. Transformam-se os personagens ao perceber, através deste trabalho, um outro modo de vida e novas formas de comunicar as suas experiências ao mundo. Transforma-se o artista quando, imerso nessa realidade, cria novos sentidos para ela. Transforma-se o mundo que recebe essas inovadoras expressões artísticas ligadas à justiça social. Transforma-se o espectador quando assiste  todas essas transformações num filme que logra que jamais se pense lixo da mesma forma. O documentário tem bem merecido a variedade de prémios ganhos pelo ataque interdisciplinar ante una complexa realidade; a arte, a poluição ambiental, o trabalho, a organização da comunidade, o movimentos social, a reivindicação e a transformação da realidade. Que mais se poderia pedir?

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