C de Consuelo

Se há alguém que tem morada na memória coletiva dos e das “boricuas” essa é a sensível e férrea Consuelo Lee Corretjer. Ela nasceu em Santurce e foi a sétima filha numa família de dez. Seus pais, bispos muito conservadores, foram incapazes de compreender como seus próprios ensinamentos sobre os princípios da justiça foram os que a levaram a abraçar a causa nacionalista pela independência, e, eventualmente,  o Partido Comunista. Dois eventos em 1930, influenciaram seu pensamento: A guerra civil espanhola e a prisão dos nacionalistas porto-riquenhos. Foi então que ela começou sua obra de libertação.

Seus esforços dirigiram-se para atividades educativas que promovessem o ensino do patrimônio nacional, tirado do currículo nas escolas públicas nacionais. Infelizmente, sua escola foi fechada pelas autoridades estadunidenses em seus esforços para destruir o movimento de independência da ilha. Muitos e muitas lembram dela por ter sido a esposa de Joao Antônio Corretjer, poeta revolucionário de igual importância, mas a história dela merece um lugar próprio. Ela estudou pintura, arte e música e considerou a possibilidade de ser uma pianista de concerto. Tudo mudou quando entrou ao cenário da luta política.

Além de se recusar a reconhecer as eleições controladas pelos Estados Unidos de América, ela e seu marido rejeitaram qualquer assistência do governo, tais como bem-estar e segurança social. Consuelo foi mantida com a dignidade de seus parcos recursos, aceitando doações de roupas e uso livre da casa onde ela morava. Sua vida foi mais dedicada ao serviço do que a autogratificação. Ela estava disposta a viver pela fé, em vez de depender da caridade do invasor.

Apesar de um ataque cardíaco, a dona Consuelo continuou a levar para a frente até sua morte o idealismo político, a publicação de seus livros e a transformação de sua casa num santuário que inspirasse a causa de liberação. Existe um livro dela que ganha muita relevância aqui por ser a causa da minha inspiração para escrever o livro que tem em suas mãos; é o Abecedário Patriótico. Ela criou a peça para educar as crianças sobre aspectos de nossa cultura, a importância de cuidar nossa Ilha e de lembrar nossos lutadores. Para ela vai a dedicatória desta publicação.

Nosso país não esquece

do muito que te deve.

É claro que nos move

o exemplo de tua vida.

Você diz que recém nascida

enorme excitação causou.

Ante toda nossa dor,

você nós segue confortando.

E teu povo celebrando

os cem anos de Consuelo.

 

-Milagros Ortiz

2da edição do Abecedário Patriótico

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